domingo, fevereiro 13, 2011

Contaminação até na água que se bebe?

Como não existe uma legislação que obrigue as empresas a retirarem essas substâncias do esgoto, tem sido comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Isso acontece porque os filtros domésticos não fazem esse tipo de limpeza.
As estações de tratamentos brasileiras ainda não incorporaram novas tecnologias e não farão isso, enquanto não forem obrigadas, já que esse processo encareceria o tratamento.

De acordo com Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IO-Unicamp), em áreas próximas aos cursos d’água contaminados, as “meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozóides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”.
Um dos pesquisadores que coordenam o projeto temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP, explica que as cidades que ficam ao longo do rio bebem o esgoto das cidades que ficam a montante.  “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, para Jardim esse é um dos motivos do agravante da situação na cidade de São Paulo.
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