domingo, maio 06, 2012

Unificação satélite-celular permite produzir mais madeira com menos árvores

Unificação satélite-celular permite produzir mais madeira com menos árvores
Talentos das árvores
As comunicações via satélite estão mudando a forma como a indústria florestal faz o abate de árvores.
A Agência Espacial Europeia (ESA) está testando um novo sistema que combina satélites artificiais e serviços de telecomunicações móveis, ou celulares, para transmitir informações importantes quase instantaneamente entre dois pontos quaisquer na Terra.

O objetivo pode até soar estranho ao primeiro contato, mas é bastante concreto: produzir mais madeira usando menos árvores.

Isso é possível porque as árvores não crescem todas com os mesmo "talentos".

Algumas são melhores para fabricar celulose, enquanto outras são mais adequadas para serem usadas como toras, para serem cortadas em pedaços de madeira, tornando-se mais valiosas.

As árvores-toras têm diâmetros maiores, são mais retas e têm menos nós. Cortar estas árvores valiosas para a produção de celulose é um desperdício, e reduz o valor da colheita.

Unificação satélite-celular

Com a ajuda da ESA, a empresa irlandesa Treemetrics está desenvolvendo um sistema que permite a comunicação em tempo real com os operadores das máquinas de colheita de árvores.

Os responsáveis pelas colheitas podem enviar instruções diretamente para os computadores dos veículos, indicando aos operadores como podem otimizar o uso das árvores.

A Treemetrics desenvolveu uma nova forma de avaliar o valor de uma safra antes da colheita de madeira utilizando escâneres 3D a laser para medir a forma, tamanho e linearidade das árvores em pé.

Unificação satélite-celular permite produzir mais madeira com menos árvores
Escâneres 3D a laser para medem a forma, tamanho e linearidade das árvores em pé. [Imagem: Blairs/ESA]
Com base no pedido do cliente, um programa de computador cria uma instrução de corte, que diz à máquina e ao seu operador como fazer o abate das árvores.

Até agora, porém, era complicado e demorado fazer essa informação chegar até os operadores, trabalhando em florestas em pontos remotos.

Agora, a ESA criou o elo perdido nessa cadeia: a ligação bidirecional em tempo real, ou quase em tempo real, com os veículos florestais.

Trata-se de um sistema híbrido que combina a comunicação via satélite com a comunicação por celular.

Monitoração máquina-a-máquina

O sistema, chamado Satmodo, consiste em um módulo híbrido de comunicação - via satélite e celular - instalado no veículo, que transmite dados em tempo real através do IsatM2M.

O IsatM2M é um serviço de mensagens via satélite de duas vias que permite a localização e monitoração máquina-a-máquina em qualquer lugar do mundo.

O Satmodo oferece também uma "rede de segurança" para os operadores que trabalham em locais remotos, mantendo-os conectados continuamente mesmo em áreas onde as redes de telefonia celular não funcionam.

Para testar o sistema, o aparelho de comunicação será instalado em 20 tratores, permitindo monitorar máquinas individuais ou grupos de máquinas.

Os resultados da colheita serão geridos em tempo quase real, criando assim um sistema de gestão totalmente integrado.

Possibilitando reunir informações sobre o rendimento real da madeira por hectare, e enviando esses dados para os operadores, o valor da colheita pode ser determinado quase em tempo real, quando hoje é necessário esperar até o término do corte da floresta toda.

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