domingo, novembro 09, 2014

Máquina que faz Água - Invento



 Umidade do Ar

 O invento se chama  Wateair, e foi idealizada e construida pelo Engenheiro Mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, morador de Valinhos, cidade que fica a 85 quilômetros de São Paulo.  

 De acordo com a «Folha de São Paulo», a invenção de Pedro Ricardo Paulino é tão espantosa que o primeiro uso dado à água produzida através desta forma serviu primeiramente para máquinas de hemodiálise. É que para poder ser consumida normalmente a água tem de ser passada por um segundo filtro, que lhe adiciona sais minerais. 

 Para funcionar, a Wateair apenas precisa de estar ligada à tomada e, depois, quanto mais umidade estiver no ar, mais fácil é a produção de água. O equipamento suga o ar, que é então submetido a um processo de condensação de alta eficiência, dando origem à água líquida. Depois a água é tratada e filtrada.

 Para evitar que o ambiente no interior de uma casa fique, por exemplo, muito seco, sempre que se verifique uma concentração de umidade inferior a 10% a máquina desliga-se automaticamente. "É preciso apenas que a umidade relativa do ar esteja igual ou superior a 10%". 

Segundo Paulino, o equipamento foi programado para funcionar com este percentual mínimo de umidade relativa do ar. "Este valor é considerado o mínimo para que uma pessoa consiga se sentir bem um ambiente, por isso a escolha", alegou o engenheiro.

A produção envolve 12 processos de filtragem, entre eles, quatro para inserção de sais minerais que permitem o consumo do líquido. "Adicionamos magnésio, cálcio, potássio e silício e, além disso, tem quase zero de sódio. Se houver alguma falha na purificação, ela trava automaticamente. Não existe no mercado água com este nível de pureza", destacou Paulino.

Pedro Ricardo Paulino criou dois tipos de máquina: uma que produz 30 litros de água por dia e custa 7 mil reais (2 163 euros) e outra que chega a produzir 5 mil litros de água por dia e custa 350 mil reais (108 150 euros). 

O inventor afirma que os componentes da Wateair são importados e que a máquina só é feita sob encomenda, o que justifica o preço elevado. O valor, entretanto, não impediu que as vendas aumentassem durante o período de racionamento de água em São Paulo, ma ainda é salgado para uso doméstico. 

O inventor acredita que máquinas como a dele, em escala gigante, e a dessalinização da água do mar, são as opções do futuro. 
fonte: G1
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