sábado, maio 21, 2011

Frango A La Carte


No mundo globalizado em que vivemos, ainda encontramos e muito, a miséria, a fome, dentre outras formas de "violência social".
Em Fevereiro de 2006, no 56º Festival Internacional do Filme em Berlin, os cineastas foram convidados a participar de um concurso de curtas metragens sobre o tema: Comida, Sabor e Fome.
3.600 cineastas entraram na competição mas só 32 filmes foram escolhidos para serem analisados no Berlinale Talent Campus.
Este filme superou a competição ao ser considerado o mais popular dos curtas metragens.
Magnífica obra de Ferdinand Dimadura, que nos leva a refletir sobre o desperdício de alimentos que existe em todo o mundo, e o que podemos fazer como seres humanos para que sejam evitados esses episódios.
Mais uma vez, chego à conclusão de que o trabalho de "formiguinhas" que temos como divulgadores de um modo de vida mais pleno, natural e consciencioso é mais que necessário. Muitos dirão: de que adianta a gente fazer alguma coisa se o outro não faz nada?
Mas o que devemos pensar agora é que apesar de ser uma missão hercúlea a de transformar determinados costumes tão incrustados na sociedade humana, se não começar desde já a tomar atitudes cabíveis, em pouco tempo estaremos todos a comer restos.
O que acontece com uma minoria hoje em dia poderá vir a se disseminar pelo mundo afora, porque se não nos concentrarmos em cuidados com os recursos naturais da Terra e do melhor aproveitamento desses recursos, que vão desde fontes de energia até a alimentação em geral, a qualidade de vida que teremos em poucos anos será bem menor que a que temos .
Pois não sobrará muito para dividir, em meio a tanto desperdício e aproveitamento de forma errada daquilo que nos rodeia para nos dar conforto e saciar nossos apetites.
Temos todos que acordar para a realidade gritante à nossa volta, a realidade que pede critérios mais justos e seguros quando o assunto é tão grave a ponto de vermos milhares de pessoas à beira da desnutrição e da miséria total, da falência como seres vivos que apenas vegetam e esperam as migalhas da caridade , quando o mundo precisa de gente sadia e bem colocada para as frentes de trabalho e construção de uma sociedade mais justa, idealizada e que seja real e não somente tema de campanha política ou fonte de audiência certa nos noticiários diários, quando se olha para a televisão ou se lê os jornais e se diz: coitadas dessas pessoas!
E nada se faz por elas! .
Podemos fazer sim. Pensar assim, não é uma utopia.
É perfeitamente possível e temos o dever e o direito de agir com vistas a transmutar todo esse horror que nos faz sofrer a todos. Se cada um de nós se levantar e dar um basta, as coisas haverão de mudar num breve tempo.
Que podemos fazer? Você se pergunta.
O mínimo que podemos fazer é dentro de cada uma de nossas casas, cada um a sua maneira, com a colaboração dos amigos, familiares, colegas de trabalho, contribuir para que esse desperdício seja cada vez menor, começando de dentro para fora, num circulo espiral que irá se dilatando, até abranger o mundo inteiro.
Esse é o trabalho que podemos e temos a fazer, e para tanto não precisamos esperar nem mais um minuto pelas autoridades, pois nós, temos autoridade pessoal para começar agora mesmo.
Vamos?

Fonte: Vera L. Aparício (Vera Lee)
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